Bem vindo ao site do Portais da Cabalá!
É com graças a D-us que estamos entrando no Ano 9 deste site único na língua portuguesa. A sua proposta continua exatamente a mesma, e aproveito a oportunidade para reiterá-la aqui:
- Resgatar à sua posição no Judaísmo o nível místico da Torá chamado de Cabalá. Este “resgate” é vital, pois a Cabalá nos últimos anos tem sido abusada através de pessoas que não tem conhecimento legítimo algum sobre o assunto, mas que exploram o pouco que sabem para fins contrários ao propósito da Cabalá.
- Ajudar a todos que desejam crescimento espiritual focado na retificação do caráter e cumprimento das leis apropriadas a seu grupo (judeus e gentios) de acordo com a Torá.
- “Desmistificar o místico” e assim, contribuir para aumentar a lucidez do entendimento sobre as verdades espirituais de nosso mundo.
- Lutar para ensinar aos que desejam se ligar a D-us, como rebaixar as “forças antagônicas” a D-us, que buscam somente iludir o homem e destruí-lo.
O formato do site mudou devido ao crescimento de conteúdo que agora necessita de uma organização mais eficiente e clara. Isto significa também um modelo mais simples e rápido de disseminar informação, além de muitas novidades. Todos ganharão com isso, se D-us quiser.
Por fim, eu espero sinceramente que vocês todos cresçam através de sua entrada nos “Portais da Cabalá” e sejam felizes!
Rabino Avraham Chachamovits
Palavras sobre o site e a obra do Rabino Avraham Chachamovits

“Os iníquos fazem um cerco aos íntegros” (Habacuc 1:4)
A rota de desagregação que separa o homem de D-us e assim estabelece a pior espécie de caos – o caos ético-moral – pode iniciar-se logo no início dos anos formativos do homem, que através da sua educação malformada, deixa por escapar a fundamental necessidade de firmar sua crença sólida e inabalável em D-us tão logo quanto possível em sua juventude. A mente integrada é a mente focada, e o ‘ponto central’ do foco precisa ser D-us, pois ao contrário, “o indivíduo nunca poderá chegar à verdade Divina. Deste modo, a pessoa pode facilmente postular noções ultrajantes que são contrárias ao senso comum e às conclusões do pensar franco e honesto. Mas, uma vez que nada restringe ou constrita o indivíduo, quem pode possivelmente contradizê-lo? Mais ainda, em sendo que nada o compele a fazer isso [ou seja, no cuidadoso ‘cercar’, por assim dizer, do seu pensamento] ele não investigará muito profundamente nos seus pensamentos; ele ficará satisfeito com as conclusões arbitrárias baseadas em suas primeiras reflexões superficiais”[1]. Isso significa que o caos descrito é na verdade a permissão incontestável do apóstata em afirmar qualquer tipo de convicção, mesmo que contraditória às suas convicções anteriores, e assim facilitando sua oposição à qualquer formulação verdadeira e que se fundamenta na Torá. Com isso, e através de sua investigação experimentalista, tudo para si torna-se somente algo que depende de sua vontade e orgulho no instante em que ela se apresenta; fazendo com que sua realidade assuma um caráter lúdico e pragmático de algo como um ‘absolutismo subjetivista’, onde nada exista em qualquer rigor que não possa, em certo momento ou estado afetivo, ser sumariamente desenraizado violentamente, para que em seu lugar possa se plantar assim um ‘novo conhecimento’, percepção, ou desejo individual, dito agora, certamente “superior”. O caos, portanto, é este poder sem raiz e sem reconhecimento da origem Divina de tudo, que aflige o mundo com tanta voracidade e expressão. E um dos maiores exemplos deste caos é o “Espiritualismo Secular” e suas várias representações, o qual professa que todo e qualquer caminho levam à união espiritual do homem e D-us. Isso significa que para estes ignorantes e tolos, qualquer coisa (objetos, textos, rituais de várias religiões, etc.) pode e deve ser ‘misturado’, criando assim uma “estrutura religiosa autônoma”; permitindo a estas pessoas “sentir” que assim se aproximam do divino (pois de acordo com estes cultos, seitas, etc., “sentir-se espiritual” é suficiente e equivale ao avodát Hashém sagrado – o serviço de devoção a D-us de maneira santificada). Estas misturas que se formam e variam com a própria imaginação e desejo da pessoa (ou de quem ela segue), embaralham aspectos físicos e espirituais ‘absolutamente incongruentes’, trazendo resultados no mundo físico e nos espirituais nada menos do que devastadores, incorrendo assim nos difíceis decretos divinos que recaem sobre este mundo. Hoje em dia, uma das maiores representações dessas misturas altamente perniciosas se dá através de absolutamente tudo que recebe o rótulo de “New Age” – um nome ‘codificado’ da sítra áchra que, como uma máscara, oculta todo o mal destas misturas que está por de traz e que é chamado de “todas as mesas estão imundas, manchadas por vômito, e não há um lugar que esteja limpo”[2]. Também é preciso notar outras representações deste mal através de pessoas e supostos “centros espirituais” que apesar de conhecerem “algo” do caminho da verdade, por razões de autobenefício e auto-glorificação, ‘esculpem’ da verdade da Torá uma outra – ‘falsa e inferior’. Estes líderes hereges (reformistas e conservadores, etc.) fazem isso para atingir ganhos materiais em troca de oferecer aos incautos desesperados um caminho “mais fácil”, de atalhos infantis para o seu “crescimento” espiritual. Eles agradam seu rebanho com suas palavras falsas. Estes são chamados de ‘falsos profetas’, e sobre estes a Torá afirma: “Se um profeta se levantar no meio de ti, ou sonhador, e te der um sinal do céu ou um milagre da terra, e realizar-se o sinal ou o milagre de que te falou, e te disser: ‘Vamos após outros deuses, que não conheceste, e sirvamo-los!’ – não obedecerás às palavras daquele profeta ou daquele sonhador; porque o Eterno, vosso D-us, vos está testando para saber se amais o Eterno, vosso D-us, com todo vosso coração e com toda a vossa alma”[3]. Gravíssimo também é quando a própria intimidade do pensamento de D-us, a nossa santa Cabalá, é disseminada por óbvios hereges arrogantes. Estes propõem uma suposta “auto-ajuda”, mas que é completamente distante dos caminhos e verdades de D-us. Em suas misturas profanas, eles deformam e zombam da vida santificada que demanda a Cabalá. Repletos de erros na formulação de seus de conceitos “sábios” (pois ‘nada’ de fato conhecem de Cabalá), estes mestres hipócritas vivem vidas que contrariam absolutamente a todos os princípios virtuosos da Torá e da Cabalá. Estes chamados “especialistas” da sítra áchra (o lado do mal) propõem a ‘Cabalá sem Cabalát Torá’ (ou seja, a parte mística da Torá sem o ‘recebimento’ dela toda, a saber, sem os mandamentos de D-us e o comprometimento com uma vida virtuosa, recatada, e reta de acordo com as leis de D-us) – algo certamente vil, indigno, e completamente desprovido de santidade. Realmente um grande rebaixamento da santidade da Torá, sendo por estes ímpios tratada como mero entretenimento e negócio popular lucrativo. De fato, estes locais abundam hoje em dia, obtendo grande sucesso através da complacência, preguiça, arrogância, e ignorância dos seus inúmeros adeptos famosos e dos não tão famosos. E aquele que é ligado às estas ideias corruptas é um que se “curvará a outro deus”[4] o qual é vivificado pelas mentes e corações manchados de todos “que deixam a Torá e louvam os ímpios”[5]. E em resposta a estes ímpios, é vital declarar guerra e assim resgatar a “Princesa Celestial”, a Shechiná, que é mantida refém e é abusada nas mãos destes impiedosos. Se eles querem maltratar o que é santo, é preciso não se render a isso, como muitos de nossos irmãos têm feito, a saber, cortando fora este braço da Torá. Que D-us não permita isso nunca. Pelo contrário, é tempo de pidión shivúyim (“resgate dos prisioneiros”). Assim, é preciso lutar contra estes malfeitores espirituais, e devolver o que é nosso ao seu lugar santo. A Cabalá não pode de forma alguma ser mantida nas mãos dos impuros cultistas e hereges. O lugar da Cabalá é e sempre foi no bojo do Judaísmo – aonde existir temor a D-us.
E ao propósito de santificar o Nome de D-us no mundo restaurando a Cabalá verdadeira, legitimamente Judaica e absolutamente kashér, e enquanto me for possível e permitido pelos Céus, eu para isso continuarei a dedicar a minha vida e obra.
1º Dia de Rosh Chôdesh Kislev 5770
Rabino Avraham Chachamovits
1. R’ Shalom DovBer Schneersohn (o Rébe Rasháb), Chanoch Lanaar 1.
2. Isaías 28:8.
3. Deuteronômio 13:2-4.
4. Êxodo 34:14.
5. Provérbios 28:4.
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